Qual é a melhor opção para os Microscópios Eletrónicos de Bancada?

Praticamente todos os fabricantes a nível mundial de microscópios eletrónicos de bancada usam filamentos de tungsténio pré-alinhados.

Extremamente fáceis de substituir, exigindo apenas 10 minutos para estarem a funcionar em perfeitas condições após a substituição.

O design aberto dos equipamentos da Hitachi possibilita ao utilizador limpar ou substituir facilmente as aberturas do condensador e a lente de focagem, se necessário (casos muito raros).

Isso mantém o custo de utilização do equipamento extremamente baixo. Tão baixo, na verdade, que os contratos de manutenção normalmente não são exigidos, ou mesmo sugeridos aos proprietários deste tipo de microscópios.

Filamento de Tungsténio
Hitachi

Existem artigos/blogs que afirmam que após a falha ou “queima” do filamento de tungsténio, são libertadas partículas, causando contaminação e efeitos potencialmente prejudiciais a outros componentes. Com base na experiência de mais de 50 anos da Hitachi, podemos afirmar que nunca foi reportado algum tipo de libertação de partículas que tenham contaminado/danificado a coluna ou outros componentes.

Também nunca foi relatada qualquer necessidade de limpeza anormal nem encontrados danos à bomba turbomolecular por partículas que se tenham libertadas após a falha do filamento. 

Os filamentos não são “substituídos semanalmente”, mas sim apenas quando falham ou quando a corrente / voltagem se desvia dos níveis normais.

Um filamento CeB6 (hexaboreto de cério) traz, porém, imensas desvantagens das quais os potenciais compradores devem estar conscientes:

  • Equipamento ligado 24/7
    Este tipo de filamento implica uma necessidade de vácuo extremamente elevado, o que implica que o equipamento esteja permanentemente ligado 24 horas por dia, sete dias por semana. Nesse sentido a bomba turbomolecular estará sempre ligada a 60 000 rotações por minuto, o que implica um elevado desgaste na mesma e a consequente necessidade de manutenções regulares. Quando desligado por opção de utilizador ou falha de corrente, o equipamento demora 16 horas a ficar novamente operacional.
  • Acessos de limpeza/manutenção limitados
    Este tipo de equipamentos não permitem acesso à coluna por parte do utilizador para limpeza das lentes condensadoras/objetivas. Caso haja uma contaminação da coluna por libertação de alguma partícula/vapores da amostra, implica parar o equipamento e chamar o técnico para reparação.
  • Fácil degradação de amostras
    O feixe do filamento CeB6 devido à sua intensidade elevada, causa degradação fácil de amostras sensíveis, como é o caso de amostras biológicas.
  • Análise por EDS lenta e de pouca qualidade
    O filamento CeB6 produz menos corrente do que o filamento de tungsténio, logo torna muito mais lenta a análise química por EDS assim como diminui a qualidade/resolução dos mapeamentos elementares EDS.
  • Custos elevados de manutenção
    A troca do filamento CeB6, reflete-se facilmente em custos de aproximadamente 4000 € para 1500 horas de utilização. Sendo assim o custo de utilização de um equipamento com filamento CeB6 é aproximadamente 3x superior ao custo de utilização de um equipamento com filamento de tungsténio.
    Além disso, a troca do filamento CeB6 implica condições específicas para garantir a não contaminação do filamento aquando da troca, o que normalmente implica a deslocação do equipamento para as instalações do fabricante/representante.

Os potenciais compradores de um microscópio eletrónico de bancada são aconselhados a pesar esses custos e compromissos para a sua situação particular, sendo que garantidamente um equipamento com filamento de tungsténio trará sempre uma maior independência do utilizador relativamente ao fabricante/representante e um custo de utilização muito mais baixo.

Para mais informações consulte os nossos Microscópios Eletrónicos HITACHI.

Se tiver alguma dúvida ou questão, por favor entre em contacto connosco  aqui.

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